Clube de Inglês do Ifes: um projeto estudantil que inspira e transforma.
Daniel: Como surgiu a ideia do Clube de Inglês e como vocês conciliam o projeto com a rotina de estudos no Ifes?
Luisa Aioko: A ideia começou com nosso desejo de estudar fora do país. Pensamos no que tínhamos em comum e como isso poderia fortalecer nosso currículo. Como temos um bom domínio do inglês, surgiu a ideia do clube. Começou pequeno, mas foi crescendo e se estruturando com o tempo.
Sofia Moulin: Lembro que estávamos andando de patins quando surgiu a ideia. Hoje o projeto é bem maior do que imaginávamos. Conciliar tudo é desafiador, mas organizamos nossos horários com responsabilidade. Temos consciência do nosso papel e do impacto que o clube tem para muitos alunos.
Daniel: Como foi a recepção da comunidade escolar?
Luisa Aioko: Muito positiva. Lançamos um questionário e logo muitos alunos se interessaram. Professores e colegas nos parabenizaram. Levamos a proposta para a gestão, que nos apoiou desde o início. O professor Leonardo Pichara nos ajudou com a parte burocrática e hoje coordena o projeto junto com Jonadable Palmeira.
Sofia Moulin: Os professores foram acolhedores e nos ajudaram a integrar o clube com outras ações da escola, o que ampliou nosso alcance e recursos.
Daniel: Como os alunos participam? Há resistência por vocês terem idade próxima à deles?
Sofia Moulin: A participação é ótima. A abordagem é leve e divertida, mas com conteúdo. Incentivamos o uso do inglês nas aulas e, com o tempo, os alunos vão se soltando.
Luisa Aioko: Por ser um clube e não um curso obrigatório, quem participa realmente quer aprender. Apesar da proximidade de idade, temos uma postura de liderança, e isso é respeitado. Criamos um ambiente onde todos se sentem à vontade, inclusive os iniciantes.
Daniel: Como vocês planejam as aulas? Há espaço para adaptação?
Luisa Aioko: A gente se divide: cada semana uma prepara a aula, mas sempre estamos trocando ideias. Nos comunicamos por mensagem ou no intervalo da escola.
Sofia Moulin: Sim, nos adaptamos bastante. Já mudamos de estratégia quando algo não funcionou bem. Também ajustamos o conteúdo para alunos com necessidades específicas, como aconteceu no caso de uma aluna com dislexia. Os próprios alunos contribuem com sugestões que enriquecem nossas atividades.
Daniel: Pretendem continuar com o clube no futuro?
Luisa Aioko: Sim. No próximo ano ainda estaremos na escola, mas já pensamos em transformá-lo em um projeto de extensão, aberto ao público externo e com continuidade, mesmo depois da nossa saída.
Sofia Moulin: Estamos deixando tudo documentado e planejado para que outros alunos possam assumir o projeto no futuro. Esperamos que ele continue crescendo.
Daniel: Se pudessem resumir essa experiência em uma frase, qual seria?
Luisa Aioko: Gratidão. O inglês abre portas e ensinar também nos ensina. Mesmo com medo, é importante começar — só tentando é que a gente descobre do que é capaz.
Sofia Moulin: Se você quer que algo aconteça, vá atrás. Estamos construindo algo que impacta o presente e também o nosso futuro.
